A partir de janeiro de 2009, empresas passarão a ser obrigadas
a entregar documentos fiscais e contábeis digitalizados, por
causa da introdução do Sistema Público de Escrituração Digital
(Sped), projeto criado pela Receita Federal e que entrará em
vigor a partir de 2009. Em lugar fazer sua escrituração e
contabilidade em papel, armazenar toneladas de cópias no mesmo
material ou em microfichas, as empresas produzirão e armazenarão
seus registros sob a forma de bits, em fitas magnéticas, em
discos rígidos ou ópticos, em data centers próprios ou de
terceiros.
Uma boa parcela das empresas brasileiras, contudo, ainda não sabe
bem nem o que é o Sped nem como implantar esse novo tipo de
registros digitais contábeis e fiscais. No velho estilo
brasileiro, de deixar quase tudo para o último minuto, muitas
empresas ainda ignoram pura e simplesmente a obrigatoriedade de
adoção desse sistema que irá, sem dúvida, mudar profundamente o
relacionamento das empresas com o fisco, dentro do processo de
modernização da economia e da administração pública brasileira.
A nota fiscal eletrônica tornou-se obrigatória em abril de 2008
para os segmentos de fabricação e distribuição de cigarros e
combustíveis líquidos. A partir de dezembro de 2008, vários
outros segmentos - como os de cimento, bebidas, medicamentos e
automóveis - serão também obrigados a emitir a NF-e. Segmentos
de gás, siderurgia, tintas, alumínio, embalagens, autopeças
dentre outros estarão obrigados à emissão de NF-e a partir de
abril de 2009. Pela nova lei, nenhuma companhia que esteja
enquadrada no Sped poderá fazer transações ou negociações
comerciais se não estiver plenamente adaptada ao novo sistema.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. |